Arquitecto Robert Trent Jones


A Lenda de Trent Jones sobre a Árvore do Buraco 13 (Quinta da Marinha):

A história conta que durante a construção do Golfe, ano 1984, houve um debate sobre a "famosa" árvore do buraco 13.

Estavam no Tee, Robert Trent Jones Sr., Cabell Robinson (que na altura trabalhava para RTJ) e o dono do Golfe. Aparentemente a árvore estava no caminho daquilo que seria um "Must Drive" hole.

Cabell Robinson e o proprietário discordavam sobre a árvore. O jovem Cabell Robinson queria retirar a árvore, para que fosse possivel um shot agressivo na direcção do Green. O Proprietário não estava convencido, pois achava que a árvore daria um toque particular ao buraco.

Quando a discussão se tornou maior, o sábio Robert Trent Jones disse a ambos:
- Neste buraco vamos aplicar a Regra de Ouro!
- Regra de Ouro? - perguntaram os outros
- Sim, quem tem o Ouro faz a regra- explicou Trent Jones

Desta forma a árvore mantém-se lá até hoje (a dar algo que pensar a todos os Golfistas).


Biografia de Robert Trent Jones, Sr.

Robert Trent Jones foi viver para os EUA com os seus pais em 1911. Ainda na adolescente revelou-se um excelente jogador de golfe e aos dezasseis anos obteve o recorde do campo no campeonato de Rochester. Jones frequentou a Universidade de Cornell, onde tirou um curso que o orientava especificamente para a arquitectura de campos de golfe. Em Cornell desenhou alguns campos no Clube de Golfe de Sodus Bay GC em Nova Iorque.

Em meados dos anos 60, Robert Trent Jones era já o mais conhecido e talvez o mais influente arquitecto de golfe de sempre. Foi consultor de muitos campos onde se disputam grandes torneios, muitos deles foi ele próprio que desenhou. Em 1990 tinha já no seu currículo mais de 450 campos em actividade em 42 estados e 23 países e tinha remodelado muitos outros, contabilizando anualmente cerca de 300.000 milhas nas suas viagens de trabalho.

Tem várias obras publicadas sobre arquitectura de golfe, incluind algumas contribuições para The Complete Golfer de Herbert Warren Wind (1954), Golf Its History, Events, and People de Will Grimsley (1966) e Golf Courses Design, Construction and Upkeep de Martin Sutton (2nd ed., 1950). O trabalho de Sutton continha vários desenhos de holes de golfe desenhados por Jones. Em 1989 publicou a sua tão aguardada autobiografia Golfs Magnificent Challenge, com a co-autoria de Larry Dennis.

Robert Trent Jones foi o primeiro a receber o prémio Donald Ross da ASGCA para contributos excepcionais para a arquitectura do golfe. Tornou-se conselheiro do National Institute of Social Science, membro da American Academy of Achievement e recebeu uma salva de prata em 1972, sendo feito sócio do Royal and Ancient Golf Club of St. Andrews. Em 1981 Jones recebeu o prémio William D. Richardson Award da GWAA como reconhecimento pelos seus constantes contributos extraordinários. Nesse mesmo ano a Metropolitan Golf Association outorgou-lhe o prémio de Serviços Distintos. Em 1987 a GCSAA concedeu-lhe o prémio Old Tom Morris.

Em 1990 Trent Jones contava já 60 anos de desenho de campos de golfe, ultrapassando até mesmo Old Tom Morris. O nome de Robert Trent Jones era então ainda o nome mais sonante do golfe e nesse ano dois campos foram batizados em sua honra, um novo e um já existente (o campo Robert Trent Jones em Cornell). Nesse mesmo ano a empresa de Jones recebeu o maior contrato de desenho de campos de golfe de sempre, uma série de 54 holes no sistema de daily fee no Alabama para a Sunbelt Golf, Inc., trabalho esse financiado em parte pela caixa de previdência dos funcionários públicos do estado. Hoje em dia este complexo é um dos destinos mais visitados por praticantes da modalidade.


Prefered Golf Onyria Golf Resorts TUV